Vanessa pelo Mundo: Londres #1

Vanessa pelo Mundo: Londres #1

Venho falar de um dos locais mais visitados no mundo inteiro e mais amados também, Londres. Durante muito tempo tive uma enorme vontade de visitar, mas acabava sempre por colocar outros destinos à frente. Antes de tudo, devo dizer que se têm vontade de ir, não hesitem… vão! É tudo aquilo que se vê em fotos, mas ainda melhor! Aquele sotaque, a diversidade cultural, os serviços de transportes e o tempo – sim, fomos no fim de Setembro e tivemos um tempo fenomenal!

Se optarem por chegar de avião e da forma mais económica vão aterrar num dos aeroportos secundários da cidade. Quem já lá foi sabe que isto implica pagar um valor elevado para chegar ao centro da cidade. Fiquem atentos ao próximo post da rubrica “Do aeroporto para a cidade”, para conhecerem uma forma mais económica. Chegámos à cidade relativamente cedo, pois o nosso voo tinha sido às 6h. Decidimos aproveitar o bom tempo que estava, que como sabem Londres é conhecida pelo seu tempo nublado e chuvoso, e fomos diretos para o Hyde Park. É o grande pulmão da cidade e paragem obrigatória, mais que não seja para verem os inúmeros esquilos que por lá habitam. Para o almoço fomos a um supermercado e aproveitamos os menus económicos que eles têm. Por 3£ há um menu que é composto por uma salada/massa/sandes, uma bebida e um snack, que pode ser fruta, salgado ou um doce. Há imensas opções que podem combinar, e acaba por tornar-se uma refeição mais em conta no orçamento. Se forem vegetarianos ou intolerantes à lactose/glúten, não se preocupem, há imensa variedade com o selo respetivo. Uma das vantagens de termos comprado o almoço num supermercado é que levámos para o parque, e enquanto comemos desfrutámos da paisagem do lago The Serpentine.

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Como já tinha referido anteriormente, o serviço de transportes no centro da cidade de Londres é muito simples, apesar de todas aquelas linhas. Para usarem estes serviços têm duas principais opções, ou compram bilhetes individuais em papel ou compram um cartão chamado Oyster. Nesta segunda opção há dois tipos de cartões, o Visitor Oyster e o Oyster normal. O que normalmente é usado pelos turistas é o Visitor Oyster, que tem um custo de 3£, porém no fim este valor não é devolvido. Se viajarem com frequência a Londres é uma boa opção, uma vez que o cartão fica válido durante alguns anos. Eu optei pelo outro tipo de cartão, porque apesar de ter um custo mais elevado (5£), no fim das férias foi possível pedir o reembolso desse valor. O cartão fica automaticamente inutilizável, mas podemos guardá-lo para uma boa recordação. Quando fazem a compra do cartão, têm que carregá-lo com determinados valores, de 10 a 50£. Usando este tipo de cartão, não são comprados bilhetes diários, como em tantas outras cidades europeias. Aqui, usamos o cartão e no momento em que ele atingir os 6,50£ deixa de descontar, assumindo que é um bilhete diário. Este sistema acaba por ser mais vantajoso, uma vez que nos permite não ter que decidir comprar um bilhete diário sem sabermos ao certo quantas viagens vamos fazer. O melhor de tudo, é que no fim conseguem pedir o reembolso do valor não gasto e da comissão de 5£ iniciais. Tentem não ter em valor de crédito final mais de 10£, pois é muito mais difícil obter o reembolso. Se tiverem até esse valor, facilmente em qualquer máquina automática realizam a operação.

Após o almoço e como ainda tínhamos as malas connosco – aquela máxima de aproveitar tudo ao máximo, mesmo que tenhamos que andar com algo atrás de nós – fomos deixar as coisas no hotel. Para quem procura um hotel barato em Londres pode tornar-se num verdadeiro desafio. Recomendo que vejam em vários motores de busca e comparem preços. Vejam também os grupos das unidades hoteleiras low cost, como o Easy Hotel ou o Clink Hostels. Seguimos para um dos museus quase obrigatórios, o British Museum. Onde conseguem poupar algum dinheiro é neste tipo de museus, porque são de entrada gratuita. Se não tiverem um grande interesse em visitar por completo e atentamente, recomendo que vejam quais as coleções que vos pode interessar e façam um itinerário de forma a poupar tempo. Podem ver todas as informações sobre o museu em: http://www.britishmuseum.org/.

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Após o momento mais cultural do dia, fomos para o lugar mais alternativo… Camden Town! É o local onde temos de tudo, podemos fazer compras (onde se compram transformadores de eletricidade baratos), comer comida de rua, ver pequenos concertos e visitar a loja mais psicadélica de sempre, o Cyberdog. Para mim, a parte mais engraçada são as decorações feitas no topo das lojas, como um exemplar da Vans na sua loja, ou uma loja chamada Dark Angel, com o anjo negro a 3D. Acabamos por jantar por lá, num dos muitos restaurantes de rua de comida chinesa. Se forem a londres, não deixem de visitar esta zona, nem de ir à loja que vos falei acima. Mesmo que não tenham intenção de comprar nada, é engraçada, não só pela forma de como as pessoas estão vestidas, mas pelas camisolas, chapéus e outros artigos de vestuários fluorescentes que eles vendem.

No fim da noite fomos para a zona do London Eye e aproveitámos para passear e ver a maravilhosa paisagem noturna. O bom de cidades como Londres é que tem sempre tanta gente nas ruas que nunca sentimos insegurança de locais desertos à noite. Estivemos quase todas as noites na rua até às 2h e sempre nos sentimos seguros. O melhor de tudo? Mesmo a essa hora, há uma boa rede de transportes para nos levar de regresso até ao hotel.

Preparem-se que ainda há muito para falar sobre esta cidade de sonhos. 🙂



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